Todo o meu perdão

Autora: Tatiana Amaral
Editora: Qualis
Publicado em 20.11.20.
N° de páginas: 348



Lançado ontem o segundo livro da duologia Sem perdão, com a conclusão de uma dolorosa jornada! Aguardei por um ano e, em determinado momento da leitura eu: WTF! OMG!...

Imaginava sujeira. Daquele tipo que nenhum desinfetante, alvejante ou... Lembrei do querido Dexter..! (Ressalto que sou contra a violência mas...) Ele seria um "anjo vingador" e agiria antes da conclusão, com toda a certeza, levando o Senador Francisco Galvão até um ambiente esterelizado e coberto de plásticos, e saciaria a sua psicopatia no sangue de um monstro culpado! Sorry! 

Só que não se limita ao político pedófilo, corrupto... há todo um esquema! E descobertas são feitas, máscaras caem. Não recordo agora, neste exato momento, se disse no texto sobre Sem perdão que suspeitava de algo no comportamento da riquinha mimada... Outra! Deixarei que constatem por si! Há tanto sofrimento! O abusador ainda continua deixando seu rastro, a prática cruel! Pior, sabemos existir, assistimos nos telejornais.  :(

Obviamente, não poderia ter um "felizes para sempre" para todos, em se tratando de tantos feitos, traumas, tendo sido pesquisada a realidade - e, neste momento, chorei. O amor dos irmãos, um pensando em sacrificar seus sentimentos despertos pela felicidade do outro, já que se apaixonaram por pessoas que inicialmente seriam apenas usadas para um fim. 

O susto no final do primeiro livro foi ocasionado pelo noivo argentino da Marcela. #raivadele! Acionou a polícia, introduzindo fatores, conflitos outros, à trama. Parece que o ex-psiquiatra dela, Alexandre Beni (opinião pessoal) precisa de um profissional de mesma formação, e gosta de ter algum poder sobre ela. Não descarto que tenha sentimento, mas há algo ali. Não me interpretem mal, como disse certa vez Caetano, "de perto ninguém é normal" mas, por mais que a tenha ajudado no passado, a recusa em admitir que ela pode tomar atitudes próprias...

Bom, finalizei a leitura e ainda estou digerindo as nuances que não poderia explicitar aqui. Apenas aconselho que leia, reflita, depois comente! Rs. Gostei muito dessa duologia da Tatiana Amaral, de verdade. O assunto mexe, sei... Mas elas (personagens) tinham que adentrar o recinto, contar suas histórias! Porque, sabem, calar não é uma opção! Vinícius mesmo conta para o André: bastava pedir a senha que a daria.

Boa leitura!


Um abraço,
Carolina.

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