Minha Lady Jane

Autoras: Cynthia Hand, Brodi Ashton e Jodi Meadows
Título original: My Lady Jane
Editora: Gutenberg
Ano de publicação: 2017
Número de páginas: 368

“Toda história tem sempre duas versões…
Inglaterra, século XVI, dinastia Tudor. O jovem Rei Eduardo VI está à beira da morte e o destino do país é incerto. Para evitar que o poder caia em mãos erradas (leia-se: nas mãos de Maria Sangrenta), Eduardo é persuadido por seu conselheiro a nomear Lady Jane Grey, sua prima e melhor amiga, como a legítima sucessora
.
Aos 16 anos, Jane está em um relacionamento muito sério com seus livros até ser surpreendida pela trágica notícia de que terá de se casar com um completo estranho que (ninguém lembrou de contar para ela) tem um talento muito especial: a habilidade de se transformar em cavalo. E, pior ainda, descobre que está prestes a se tornar a nova Rainha da Inglaterra! 
Arrastada para o centro de um conflito político, Jane suspeita de que sua coroação na verdade esconde um grande plano conspiratório para usurpar o trono. Agora, ela precisa definitivamente manter a cabeça no lugar se… bem, se não quiser literalmente perder a cabeça. 
Um rei relutante, uma rainha-relâmpago ainda mais relutante e um nobre (e) garanhão puro-sangue que não se conformam com o destino que lhes foi reservado; uma história apaixonante, envolvente, cativante, sedutora… e mais uma porção de sinônimos que só Lady Jane seria capaz de listar. Tudo com uma leve semelhança com os fatos históricos. 
…afinal, às vezes a História precisa de uma mãozinha.”


Wow! Que leitura prazerosa!

Há História embora autoras admitam logo de início:

“Mexemos um pouquinho nos detalhes que pareceram insignificantes. E rearranjamos completamente os detalhes mais importantes (...)” p.13

... e, para quem já leu ou prestou atenção em aula ou documentário (ou, como poderiam dizer as autoras, do-que-for-que-tenha-informado-o-mínimo-em-algum-momento), está claro pesquisa/conhecimento , há comédia, há romance, pitadas diversas que em conjunto tornaram harmoniosa e de fácil fluência – ou apetite!

Sim, confesso, metaforicamente: d-e-v-o-r-e-i o livro!!
Rsrsrs


As personagens cativam. Mesmo que sejam alternados pontos entre a Jane, o Gê (Gifford) e o Eduardo, todos os outros “tornam-se nossos amigos”, dialogam, e pude vê-los ao meu lado!

Ah, não, não faço questão alguma de ter ao meu lado o “trio ‘vira casaca’”, a “louca MOR” ou outros traíras!!! Quando lerem – e, por favor, façam-no! – saberão quem são! Não posso estragar a viagem contando tudo ou ninguém sentará na janela para atestar a paisagem e o transcorrer da aventura.

→ Queria, de coração, saber qual forma tomaria se fosse uma “ediana” – autoras fazem questão de explicar pronúncia... usa-se a ponta da língua nos dentes, como o “th” em inglês! Rs)

Jane é vivaz, apaixonante... (tá, todos disseram) teimosa, verdadeira... Ainda: LEITORA COMPULSIVA. Algumas regras que ela impõe ao se casar ao marido:
“Número um: nada de tocar nos meus livros. Número dois: nada de mastigar os meus livros. (...)” p.100
Sim, tem uma terceira regra e, também, três regras por parte dele, as quais não enumerarei pelo motivo anterior: “manter a atenção na janela” – ou, se preferir, não estragar a viagem! E eu realmente a recomendo!! 



Um abraço,
Carolina.

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