Se não podemos viajar à velocidade da luz

Autoria: Kim Choyeop 
Tradução de Juliane F. da Silva Sts. 
Editora: Aleph 
Publicado em 2026 
N° de páginas: 264 


Necessidades... 
Busca. 
Conectividade.
Preenchimento...
Solidão.

O ser chamado de humano, morador do planeta Terra, em momentos diferentes do futuro, necessita crer; ele busca, anseia por mais, olha para longe independente de enxergar o que lhe está perto. Apesar dos contos não se conectarem no espaço/tempo, conectam-se no intrinseco, no interior, nas emoções e vontades, de alguma forma, ressaltando certa solidão. 

Inicialmente não acreditava que fosse apreciar muito por serem contos. 🤷🏻‍♀️ Mas já o primeiro, que dá título ao livro, é um tapa! O esforço e a dedicação ao trabalho, à realização de algo fundamental e necessário à raça humana, à evolução! Personagem principal abre mão de partir com a família para continuar com pesquisa imprescindível - até que ela deixa de ser. E, ao obterem outra possibilidade, já não é dada tanta atenção. Mas prossegue trabalho. Acredita! Mas quem dita regras não pensa em quem abdicou de tanto... A espera, o lampejo de esperança... claro que não falarei detalhes, além. Lerão! Rs.

Quando estava já... Próximo conto! Adentrando a estória e... próximo! Acabamos querendo que cada conto seja maior, vá além. Queremos mais!... sucessivamente. Embora não haja a necessidade de mais. Cada um cumpre seu papel, instiga, até o ponto certo. Independente de terráqueos ou não, se "nós" ou "eles", se acreditam no contato... contactamo-nos. Sentimos...

O livro te submerge em sete contos (Espectro, Hipótese da simbiose, Por que os peregrinos não retornam?, Emoção material, Achados e perdidos, e Minha heroína espacial) que te fazem questionar, filosofar... Procuramos dentro? Fora? Longe? Olhamos para o que está aqui? Valorizamos as pessoas? Somos valorizados? Validação?... Sentir - precisamos sentir! 

Espero que a sua vontade tenha sido despertada, por mais que de olores esteja apartada - pela tela Rs -, e que adentre mundos, com ou sem cápsulas! 😉 Não deixe que nanorobôs te estimulem saltos mais profundos que seu fôlego puder aguentar. Que vários eus pereçam e renasçam nessas pouco mais de duzentas páginas.

Aguardo-vos do outro lado!
Coragem!


Um abraço, 
Carolina.

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