Extraordinário

Autora: R. J. Palacio
Editora: Intrínseca
Publicado em 2013
 de páginas: 320

“É a história de um menino de aparência incomum, mas de coragem e coração enormes: August Pullman, o Auggie, que nasceu com uma severa deformidade facial e agora, aos 10 anos, vai frequentar a escola pela primeira vez. Um grande passo para qualquer criança e maior ainda para o garotinho cujo maior desejo é ser invisível. Mas Auggie, definitivamente, não nasceu para deixar de ser notado. Enquanto tenta vencer seus medos e se integrar em um mundo completamente novo, sua presença desencadeia as mais diferentes reações - algumas boas, outras nem tanto, mas todas profundamente transformadoras. Um romance comovente, poderoso e impossível de ignorar.”

Expectativas...


É sempre difícil escrever sobre uma história já consagrada, muito falada, adaptada para o cinema... Assim como é “trabalhoso” escrever sobre histórias arraigadas nos nossos corações (tentarei em outra oportunidade 😉 ).

Assim como muitos, assisti ao filme e acredito que, como eu, muitos podem tê-lo feito e não terem lido – ainda. Eu o fiz como desafio da #MLO2018: um livro (muito) indicado por terceiros.


August... Pegarei um trecho de discurso que o sr. Buzanfa (diretor) fez no final do ano letivo, quando foi chamar o ganhador da medalha Henry Ward Beecher do ano, após demais premiações feitas:
“... Coragem. Bondade. Amizade. Caráter. (...) ‘Grande é aquele cuja força conquista mais corações pela atração do próprio coração’.” – p.305-6

Sim, a medalha foi para o Auggie.

Quem é o Auggie?
Filho da Isabel e do Nate e irmão da Via (Olivia). Daisy também fazia parte da família (cachorrinha). Ele tinha três amigos: o Christopher se mudou e o Zachary e o Alex têm um monte de amigos novos agora...

Ele é portador de um tipo de “disostose bucomaxilofacial” (p.111) Uma “herança multifatorial”... Já foi operado 27 vezes desde que nasceu. É um menino normal: gosta de vídeo game, Star Wars, sorvete... Mas, sua aparência externa é... única. Ele gostava da Daisy e sabia que o amor dela era genuíno porque, para ela, todos os seres humanos deveriam ser igualmente estranhos.

Sempre estudou com a mãe, em casa. Mas agora os pais acreditam que chegou a hora de ele ir para a escola com a chegada do quinto ano. A escola é perto de casa, foi visitada por ele e os pais. O diretor chamou três alunos apesar de ainda estarem de férias para mostrarem o colégio para o aluno novo.

As aulas começam e Auggie pensa estar acostumado com os olhares – apenas tenta passar o mais despercebido possível, olhando para o chão... Só que não. Pior: um dos três alunos chamados durante as férias é quem começa a disseminar o bullying. Como não pode ser abertamente contra o August, ele “ataca” o Jack, outro aluno que foi convidado que está nas mesmas aulas e, consequentemente, conversa com o Auggie, iniciando um tipo de amizade ou coleguismo.

Ah, além do Jack e do Julian teve a Charlotte. Logo há uma divisão entre os alunos do 5ºano: o grupo do Jack (4), o grupo do Julian (16) e os Neutros (7) – Charlotte está entre estes. Ok, não tão “logo” assim. Houve mal entendido antes, ruptura de amizade, briga, esclarecimento, reunião. Vivem uma “guerra” que não é “nas Estrelas”.

Sim, não podemos nos esquecer da Summer! Não, ela não foi contatada pelo diretor, ela escolheu se sentar com o Auggie na hora do almoço, no refeitório, no primeiro dia de aula. Ele chega a pensar que ela estava sendo legal a pedido do diretor quando há o “mal entendido” supracitado, mas esclarecem no mesmo instante. Ela não tem aulas com ele, mas andam juntos.

“Algumas crianças realmente me perguntam por que eu ando tanto com “o esquisito”. Esse pessoal nem o conhece direito. Se conhecesse, não o chamariam assim.
– Porque ele é legal! – respondo sempre. – E não fale assim dele. (...) Sou amiga dele porque quero.” – p.127

Ele sabe que falam por trás. E quando uma pessoa sem querer encosta nele e sai correndo para lavar a mão em uma atitude que foi... Bom, “totalmente desnecessária”!...

“... Foi quando tive certeza de que na Beecher Prep havia um mito sobre encostar em mim.
Acho que é como o Toque do Queijo, do Diário de um banana. As crianças tinham medo de encostar em uma fatia de queijo mofado na quadra de basquete. Na minha escola, eu sou o queijo mofado.” – p.79

Mas Auggie segue adiante... Lembram?... Coragem. Ele não revida, continua na dele. Com a “guerra”, bilhetes são deixados nos armários dele e do Jack, que escrevem uns também, mas com mensagens “opostas”...

Ele tem uma família que o ama, ele ama a família. Cresce com ela, com as situações pelas quais passa... Crescem com ele...

Poderia continuar e continuar... Momentos de leveza, de lágrimas, aperto no coração... Passei por muito junto à família e amigos, “colada”! (Lembrei de situações...) 

O livro é dividido entre os pontos de vista das personagens: Auggie, Via, Summer, Jack, Justin (namorado da Via), Miranda. Ele abre os capítulos com uma citação e, no final, há os preceitos que o professor colocou no quadro a cada mês e os dos alunos que enviaram para ele durante as férias, muito legal! Destaco o da Summer Dawson (p.313):

“Se você consegue passar pelo ensino fundamental sem ferir os sentimentos de ninguém, isso é muito maneiro.”


É difícil não magoar por vezes, mas esforçar-se para não fazê-lo faz diferença...


Um abraço,
Carolina.

____________________________



Nenhum comentário