Amante eterno

Autora: J. R. Ward
(Irmandade da Adaga Negra, 2)
Editora: Universo dos Livros
Publicado em: 2010
No. de páginas: 448


#InLove!


Sabem, muitos falam de quão sexies os vampiros da Ward são - e eles o são! Lindos, fortes, poderosos, com grande apetite sexual, proporcionam muitos orgasmos! Sim, tudo isso! Mas, e além de tudo, eles são provedores. São família. São protetores. Eles tem um código de honra invejável! E se fazem de tudo pelos seus irmãos, família, há NADA que deixem de fazer por suas companheiras, suas FêMeAs (sim, chamam-se de machos e fêmeas) - e isso, sim, é invejável! ;-)

Este foi lido em um dia. Com ele sorri, entristeci, gargalhei, verti lágrimas... Ward nos conta sobre esses seres magníficos que moram em Caldwell de forma tão envolvente que não tive outra saída que não me envolver! Nem que eu desgostasse de histórias sobrenaturais teria saída que não devorar e querer participar dessa sociedade maravilhosa!

Para quem está chegando agora e não conhece o primeiro, tem resenha aqui - mas não atrapalha ou impede a leitura do segundo. A Irmandade é composta por vampiros guerreiros altamente treinados para proteger a sua espécie contra a Sociedade Redutora, que busca erradicar a espécie dos vampiros, formada pelo Ômega por ressentimento contra a Virgem Escriba, quem criou os vampiros. Não se preocupem, há um glossário no início dos livros. Rs.

Neste o casal principal é formado pelo Rhage (vampiro guerreiro) e pela Mary Luce (humana). Todos estão presentes de alguma forma (Wrath - o rei, Torrment, Vishous, Zsadist, Phury - e o Butch, não vampiro, ex-policial, amigo humano que mora com eles), mas o foco são o Hollywood (apelido do Rhage) e a Mary. Somos apresentados a civis como a Bella (vizinha e amiga da Mary, vampira) e o futuro guerreiro John Matthew, o Tehrror (conheceu a Mary ao ligar para a Linha Direta para Prevenção de Suicídios, local onde ela se voluntaria; ele ainda não passou pela transformação, desconhece o mundo que em breve adentrará).

Mary... Tinha apenas a mãe, que faleceu 4 anos atrás. Está com leucemia - estava em remissão, mas a doença retornou. Trabalhava com reabilitação de crianças autistas antes da doença, uma terapeuta. Hoje trabalha em uma firma de advocacia e é voluntária na LDPS. Foi interprete do John no 1o. encontro com Tohr, libras. Ele não fala. Hal, Rhage, a encontra pela primeira vez nesse dia em que foi com a Bella e o John até a Irmandade, com um falso pretexto. Ele se refazia... não estava enxergando bem, mas a voz dela o acalmou, reconfortou... mexeu com ele.

Rhage não é apelidado de Hollywood por um acaso. Todos são ótimos exemplares de macho mas ele...! O problema de ser um "pegador" é que isso não lhe agrada, é necessário devido a sua "maldição". A Virgem Escriba lhe deu tal punição há mais de um século e ele conta o tempo para "se livrar" dela... Transforma-se em uma besta quando não se controla...
"As brigas e o sexo eram as duas únicas válvulas de escape de que dispunha, e ele as usava como um diabético usa insulina." - p.25
"Odeio o anonimato disso, odeio a forma como o meu peito dói depois. Odeio o cheiro em meu corpo e em meu cabelo quando volto para casa. Mas, sobretudo, odeio o fato de que vou ter de voltar a fazê-lo outra vez porque, se não o fizer, posso acabar fazendo mal a um de vocês ou a um inocente..." - p.110
Ele tem um medo absurdo de machucar alguém!... Tem uma Besta dentro de si! E é tão educado, gentil, atencioso... para com a Mary. Ela não acredita, não pode. Ele é lindo de morrer, poderia ter qualquer uma! Ela perdeu peso, a quimioterapia estragou o seu cabelo dentre outras coisas. Ele esconde sobre a fera nele, ela, sobre a doença - afinal, ela não sabe o que ele é, que "cheirou" a doença nela. Por vezes ela vê a mudança no seu olhar... não sabe o que é e, quando pergunta, ele foge.

Ele tinha apenas que averiguar o que ela sabe sobre o John, apagar a sua memória... Mas não consegue! E quer que ela se lembre dele! Marca um encontro, outro - e redutores aparecem. Promove um 'apagar parcial', luta, por mais que deteste, e a leva para casa, transferindo o programa - uma forma de protegê-la já que perdeu a bolsa e agora sabem onde ela mora. Quando amanhece... Queimadura, grito, sofá jogado abruptamente e pedido que feche janelas e portas, cortinas... Impossível mas, sim, ele é um vampiro! Ela não pira, cuida dele! Tão fofo! Rs. Sei, gostoso, seminu, língua maravilhosa, atração... Não sou cega, li! rs. Mas, como disse, há mais! 

O prazer que ele demonstra quando ela se oferece para fazer algo para que ele coma, a admiração quando ele fica sabendo que ela esteve no Fade, quando explora seu corpo e marcas deixadas pelos procedimentos médicos... A ternura dela quando ele está ferido, mesmo que não entenda que ele se ofereceu por ela, pela segurança dela... A admiração de todos os guerreiros pela forma como a qual ela vela ele enquanto se recupera, como se aproxima da fera quando se mostra... E tanto mais!

Só de lembrar já dá vontade de reler!
Convido você a conhecer os irmãos e a ajudar a encontrar a Bella no livro 3.
Não se assuste com o Zsadist, confie!


Um abraço,
Carolina.

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