Sempre teremos o verão

Autora: Jenny Han
Editora: Intrínseca
Publicado em 2019
N° de páginas: 256


Não duvido do amor de nenhum deles. É real. É fato. Apenas tem nuanças e intensidades que diferem. Ninguém é igual a ninguém; ninguém sente ou age igual... 

Continuo sem querer julgar. Mas leio... observo... interpreto. Disse que não queria que o Jeremiah sofresse, por mais que entendesse o Conrad. O mesmo ocorre com o inverso: não queria vê-lo sofrer... E sei que a Belly ama a ambos, assim como a Laurel ama aos filhos dela e da melhor amiga de desde sempre... 

Neste terceiro e último livro ficamos sabendo um pouco mais dos irmãos. Se no segundo tivemos parcos mas significativos vislumbres do ponto de vista do Jere, neste temos do Con. O que um tem de querer carregar tudo nas costas e ser calado o outro tem de levar como pode e consegue e ser o mais leve possível. Se os sorrisos do Con são contidos e/ou raros, Jere tenta sempre aliviar rindo e provocando riso nos outros. Um, difícil; outro, fácil...

Não há certo ou errado. Mas há consequências... Tratamento do pai, tentativas de agradar, ser visto ou não em primeiro lugar... Influências muitas, contudo, não desculpas. Estas tem que ser verbalizadas, assimiladas, além de apenas sentidas ou sabidas. Um casamento aos dezessete, dezoito? Traições? Omissões? Provas... Passar por cima de si pelo outro. Pedir por quem se ama. Apoiar mesmo quando não se concorda.
"O amor tem feito coisas /Que até mesmo Deus duvida / Já curou desenganados / Já fechou tantas feridas. / O amor junta os pedaços / Quando o coração se quebra / Mesmo que seja de aço / Mesmo que seja de pedra."
Acusações. Palavras impensadas. Agressão em busca de certa defesa... Não defende, sabemos, mas quando acuados, por vezes apunhalamos e somos apunhalados. Um olhar, um sorriso discreto, um brilho... Toda e qualquer coisa. Pode ajudar; pode atrapalhar. Jornada. Caminhadas. Corridas. Fugas. Lágrimas.

No final, para que compreendamos necessitamos olhar com atenção, ler com a mente aberta. Podemos dar voltas e voltas na piscina, segurando a respiração ou visitar um jardim, uma homenagem. Saudades... Abraço, carta, companhia silenciosa... Os anos não são compostos apenas de verões, raspadinhas e/ou chocolate quente.

Convido a partilhar essa próxima etapa. Brinde! Afinal, aprendizados somam e, adiante, o que pode vir a te aguardar?...  ;)


Um abraço,
Carolina.

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