Agente do caos

Autora: Kami Garcia
Tradutora: Mariana Kohnert
Editora: Harper Collins Brasil
Ano de publicação: 2017
Número de páginas: 320
"Baseado na série clássica Arquivo X, THE X-FILES - Agente do caos conta a adolescência do personagem inesquecível Fox Mulder, abordando como os personagens começaram a se interessar por temas como teorias da conspiração, OVNIS e o oculto."     (http://www.livrariacultura.com.br)
"Como Fox Mulder começou a acreditar?
Antes de entrar para o Arquivo X, antes de ser um agente do FBI, antes de estudar psicologia em Oxford, Fox Mulder era um adolescente lidando com a perda da irmã e com uma família partida. Mas quando outra garotinha desapareceu, ele talvez fosse o único capaz de salvá-la."    (http://www.harpercollins.com.br)


Quem assistiu o seriado Arquivo X (X-Files) sabe que o agente do FBI Fox Mulder, chamado por muitos de “Spooky” Mulder, “perdeu” a irmã de forma misteriosa, para dizer o mínimo. Ele sente-se culpado por estar com ela na noite do seu desaparecimento mas foi encontrado desacordado... Nunca superou, nunca desistiu de encontrá-la ou descobrir o que ocorreu. Nunca esqueceu.

Ele é brilhante, desde o “Pilot” isso fica claro. Formado com louvor, futuro promissor... O que “atrapalha” é sua “obsessão” pelos casos não solucionados. Tem memória fotográfica, inteligência, insônia, charme e humor por vezes um tanto ácido... Sim, amo a personagem! Tenho todas as temporadas e filmes da série.

Em Agente do caos conhecemos o Mulder de 17 anos, em Washington, DC, 1979, morando com um pai ausente, separado da mãe que, também,  jamais superou o sumiço da Samantha.

“... era um garoto bonito – esguio como um nadador, com uma aparência que era o equilíbrio perfeito entre arrumadinho e desleixado. Os cabelos castanho-escuros chegavam até logo abaixo do colarinho da camisa listrada, e a franja era longa o suficiente para cobrir um pouco dos olhos do garoto.” p.11

Ele já é, desde então, mantido sob vigilância a mando do “Agente Fumante”, que designa o agente Reggie, chamando-o de “X”. Este deve seguir, fazer os relatórios e encaminhar para o chefe. Em conversa entre os agentes, fica claro: Samantha foi levada para assegurar o silêncio e a permanência do pai do Fox, Bill Mulder, em um projeto secreto, por ser ele qualificado... 

Gary gosta de ser chamado de Gimble, joga D&D, é fã de Jornada nas Estrelas dentre mais, filho do Major William Wyatt Winchester (Força Aérea dos EUA, 128º Esquadrão de Reconhecimento), e é amigo do Fox. Na verdade, o segundo melhor amigo. A melhor amiga é a Phoebe (amiga e amada, mas ele não consegue falar as palavras, por mais que “fiquem” de vez enquando), da cidade de onde ele morava anteriormente, Martha’s Vineyard.


O pai do Gary – oops! – Gimble!, é muito cismado, para ser gentil, tem inúmeras “manias”. Perdeu a esposa de forma... Foi desligado. Vê conspirações em todos os lugares mas, será ele tão “lunático” assim?.. Códigos, senhas, restrições... Vigilância constante. Acredita que o Governo omite fatos, mantém contato com alienígenas... Uma conspiração. Ele viu uma aeronave alien (1973, base El Rico da Força Aérea, p.256) e, apesar de terem apagado a memória dele, fragmentos retornaram aos poucos...

“... o rosto do Fumante retornou à minha mente primeiro.” p.257

Vamos ao caso! Crianças sequestradas de forma parecida com a qual a Samantha foi levada (no dia 27 de novembro de 1973), com 8 anos...

“Meus pais saíram, e eu deveria estar cuidando dela. Nós dois estávamos na sala, brincando com um jogo de tabuleiro. Eram quase nove da noite, e eu estava esperando O mágico começar. Samantha queria mudar de canal, e eu... – Mulder hesitou. – Eu gritei com ela. Então a eletricidade caiu, e eu não sei o que aconteceu depois disso. Devo ter apagado. Mas, quando recobrei a consciência, minha irmã tinha sumido e a porta da frente estava aberta.” p.81

Já é o suficiente para lançar Fox na jornada, na busca. Ele relaciona duas crianças sumidas nas mesmas circunstâncias, mas descobre, depois, mais. Uma é encontrada e, apesar do cerco, Mulder consegue dar uma olhada na cena, no corpo do Billy Christian, 8 anos, encontrado no cemitério Rock Creek... Depois, na delegacia, fotos do caso, relatórios... “guiado” por informação, uma direção obtida na delegacia*... Pistas e evidências...

* “Então Fox Mulder é inteligente e persistente? Duas qualidades que valorizo. (...) Deixe que ele siga esse coelho até a toca. Dê uma ajudinha se ele precisar. Estou falando de cutucão, X. Não um empurrão. Quero ver o quanto o menino é realmente inteligente.” p.115

Ritualístico. Há algo ali! O menino com o pijama da garotinha sequestrada, Sarah Lowe (8 anos), o pássaro preto e branco, uma pega, com oito flechas de ossos humanos despontando do corpo; a pedra Nuumita; a substância Aconitina...  Ocultismo. Assassinato em série.

Nada é por acaso.” – citado várias vezes... 

Os assassinatos que o major segue, adultos... sempre com algum pedaço de osso do corpo faltando...

Mulder e seus dois amigos estão em investigação, solitários, já que a polícia não os ouve ou os leva a sério. X não os perde de vista; Phoebe faz seu amigo repetir que a Sarah não é a Samantha... (Eles tem um laço forte.) O Major ajuda. Ainda, o tal Culto! Conhecem os Iluminados de Thanathos, grupo que pratica a magia do caos. A espada diabólica, escrito por Michael Moorcock, livro que o major encontrou na cabeceira da cama da esposa após sua morte, de onde tirou a senha para a entrada em casa, título do livro: Agente do Caos, traz:

Caos e Lei são dois lados da mesma moeda.

Muito ocorre. Estar com o Fox Mulder durante sua jornada inicial me tocou. Ele tem tanto dentro dele!..

“Eu deveria me limitar a estragar a minha própria vida.” p.249

Não cabe a mim estragar a sua jornada. Acompanhe as personagens, siga as pistas, tome cuidado... Faça companhia às insones noites do inteligente adolescente, já que o pai não o faz. Se ele cochilar, deve ser no sofá, raramente na cama...


OBS.: Quanto ao autor do inspirador livro, ele existe. Escreve Ficção Científica e Fantasia, vários livros publicados. Dentre eles, o do Eterno Campeão.




Um abraço,
Carolina.

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