A sétima cela

Autora: Kerry Drewery
Editora: Astral Cultural
Publicado em: 2016
No. de páginas: 320
Cell 7: the reality tv show to die for
"Martha Honeydew é a primeira adolescente a ser presa no novo sistema de justiça da Inglaterra. A polícia a encontrou ao lado do corpo de Jackson Paige, uma das celebridades mais queridas do país. Nesse novo sistema de justiça, o condenado tem sete dias – cada dia em uma cela diferente – para ter seu destino determinado pelos votos dos telespectadores. Se a audiência do programa decidir pela inocência do preso, ele será solto. Caso contrário, será morto na cadeira elétrica. Martha se declara culpada, mas há algo por trás da cena do crime que os telespectadores não sabem. Quem é, de verdade, Jackson Paige? Martha Honeydew é realmente a culpada? Será que esse sistema jurídico é justo? Nesta distopia eletrizante, todas essas questões nos fazem refletir sobre o poder do dinheiro que, muitas vezes, prevalece sobre a justiça. E Martha, uma adolescente forte e destemida, mostra sua crença em uma sociedade verdadeiramente justa, na força da amizade e do amor. Mesmo que isso possa custar sua própria vida."

Estarrecida.
Consternada.
Reflexiva…
E ansiosa pelo próximo.


São 02:27 a.m., e agradeço não estar em uma das celas, mas ter finalizado esta minha visita à Martha Honeydew. Agradeço ter participado e conhecido um pouco da sua vida e momentos. Questiono-me até que ponto “distopia”.

[No Google, lugar ou estado imaginário em que se vive em condições de extrema opressão, desespero ou privação; antiutopia.]

O código de leis ficou louco.” p.89

(foto: Alê Ribeiro)


Para essa jornada, fomos convidados eu "plus one" Dois convites. Sete celas. Uma acusada… Embora eu não assista tais programas, acompanhei cada passo da Martha da cela 1 à 7. Estive presente. Questionei… Quem tem o poder de manipular a realidade exposta? Quem parece estar sempre imune às consequências dos seus atos? ... Tomadas em horário nobre direcionadas por apresentadores e votos ($ + taxas)?

“Olho por olho por olho por…”

Como seria organizado isso? Mais ainda, as ditas “provas” chegariam ao público? Tal público seria capaz de votar? Ser capaz não no sentido de “ter discernimento”, mas de ter “poder aquisitivo” para?...

“Kristina, você está me interrompendo para impedir que a informação  chegue à sua plateia e aos seus telespectadores? (…)” p.236
Você já votou?
As estatísticas atuais são …… a favor e …… contra.

- > Pode votar à vontade! E não esqueça que, caso o telefone não seja seu, deve pedir autorização... Bem democrático, não?!?.. O quê, você não tem telefone? Pode votar pela internet, com o mesmo valor "simbólico" da ligação. Vê, qualquer um pode dar sua opinião.


Gostei da edição feita pela Astral Cultural. A separação de capítulos por celas foi emocionante… Encontrei apenas um deslize de digitação, tão ínfimo que… na pág.213, “Outra legenda a aparece:…” – um deslize de dedo. Foi uma jornada inigualável e aguardo a próxima, quando “por um pequeno custo extra” poderemos ter visualização “24h”. Admito não gostar de Big Brothers, mas este tem um propósito maior e farei questão de assistir!!..    



Um abraço,
Carolina.



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