Editora: Aleph
Publicado em 2017
N° de páginas: 320
Estaria o ser humano, habitante do planeta Terra, pronto para admitir outro tipo de vida, em outro planeta, que não fosse humanóide?!?... Um oceano diferente em consistência, cor... Seria senciente? Teria Vida? Seria um ser alienígena? Estudos. Hipóteses...
Solaris.
Especulações. Teorias. Toda uma Enciclopédia Solarística!
Um novo habitante chega em Solaris, na base/estação criada, onde outros três cientistas deveriam estar... aliás, dois. Um morreu. Não há recepção para o Kris Kelvin no pouso. Quando encontra morador, a presença é questionada - seria real? Kris vê um vulto, uma mulher - existiria mais alguém ali na base?... Cientista pede um tempo para que possam conversar. 🤔
A pessoa "morta" da equipe era conhecida do Kelvin, na verdade, o seu ex-professor, Gibarian. Um dos colegas, Snaut, substituto do Gilbarian (cibernética), após questionar se ele era real e estranhar ele ter visto uma mulher (não ligada a si mesmo) lá, pede um tempo, diz que leve suas posses para o quarto. O outro cientista, Sartorius, não aparece pessoalmente, mas por videochamada. Ok. Descansar...
"Se você vir mais alguém, entende, não eu ou o Sartorius, entende, então...- Então o quê? (...)- Nesse caso, não faça nada."
Kelvin acorda com uma pessoa consigo no quarto: a sua ex, já falecida. Um sonho? Certamente um susto! De primeira, por mais que... despacha-a em cápsula. No dia seguinte, lá está ela, e sem se lembrar do fato. Parece que o dormir tem ligação com o que quer que aconteça por lá que permita tais visitantes.
Não foi sempre assim. Na insistência de fazer contato, após décadas de estudo e publicações sem compreender Solaris, se... o que... O homem faz o de sempre: ataca. Uma "experiência explosiva". E é após ela que "os visitantes" começaram a aparecer. Não sabemos quem aparece para os outros estudiosos, mas um parece ter presença de... crianças?!? Os colegas sabem quem é a visitante dele, que a leva consigo.
O interessante é a auto consciência que é adquirida aos poucos pela acompanhante do Kris. Ela vai... aos poucos... se dando conta de que não deveria estar ali. Se for consequência das mentes/memórias das quais são retiradas, pode ser pela reflexão do psicólogo...
Bom, cada um tem seus "esqueletos", autopunições... Observe que o homem explora, cava, modifica, arranca matérias primas diversas inadvertidamente da terra e resolve descobrir o que há no espaço, se pode ser explorado... consumido. Elementos... Matérias... Quer "destruir"/usufruir fora da Terra também?!?...
Se tivéssemos descoberto um planeta como o Solaris, deixaríamos estar ou "futucaríamos"?
Lembrei, ao ler, do bordão de programa humorístico: "Mexe com quem tá quieto!"
Por que o homem é assim? Acha que pode tudo, é dono de tudo...
Por que visitante do Kris foi tranquila e se apercebeu e autosacrificou?...
Na reunião do Clube da Aleph discutimos diversas coisas, um tópico puxando outro, indo e vindo, e um colega citou o fenômeno de bootstrap. Passamos por filmes abordando viagem no tempo e não apenas no espaço, teorias e possibilidades. Foi maravilhoso! Rs.
Por que o homem não se contenta em saber que não é o único no universo, vive e deixa viver/ser? E daí se o oceano gelatinoso for uma espécie viva? O planeta é dele, o homem é o invasor! Ele pode não querer se comunicar. O que é que tem?...
Há muito o que pensar, refletir... Li o livro em dia e meio e foi muito interessante. Sim, há diversos momentos "parados", para os "action addicted", é de observação, reflexão... Eu gostei bastante e recomendo!!! A Aleph arrasou na edição!
Um abraço,
Carolina.



Nenhum comentário