A busca (A família Travis, 3)

Autora: Lisa Kleypas
Série The Travis Family, 3
(Smooth talking stranger)
Editora: Gutenberg
Ano de publicação: 2018
No. de páginas: 288


ELA NÃO ESPERAVA ESSA MUDANÇA EM SUA VIDA. ELE NÃO ESPERAVA ESSA MULHER.

"Após uma infância cheia de traumas, tudo o que Hannah Varner deseja é viver bem longe da mãe problemática e das complicações que a irmã, Tara, despeja em seu colo. Hannah quer algo que nunca teve: uma vida tranquila. Mas um telefonema muda todos os seus planos… Tara teve um filho e desapareceu, deixando o bebê (...)
Desesperada, a jovem decide procurar tanto a irmã quanto o pai da criança. E é informada que um membro da família Travis pode ser o responsável por aquela confusão em sua vida. Jack Travis, um milionário de uma das mais importantes famílias do Texas, amante das mulheres e do prazer, nunca pensou que encontraria em seu escritório uma jovem irritada e extremamente sexy segurando um bebê que pode ser seu filho.


 Dentre tantas perguntas as quais eu gostaria de fazer à Lisa, duas se destacam:

- Como não amar um Travis?

&

- Onde encontro um para mim?


Seja pelo "humor", as "espetadas" brincalhonas das quais se utilizam enquanto nos deixam aspirando estar com eles, seja pela devoção passional aos que amam...

Ok, "rebobinando"... <<
(...ou "voltando capítulo"...)

Jack Travis, solteiro, cobiçado, cercado de belíssimas mulheres que o olham como um membro da família Travis, uma baita conta bancária.
"O chefe da família de Houston era Churchill Travis, um analista financeiro e investidor bilionário. Ele estava entre os principais contatos de jornalistas, políticos e celebridades. (...) A família Travis ficava acima da economia, das ameaças dos mortais ou do governo, acima da responsabilidade. Eles formavam uma espécie à parte." - p.23
Bom, qual mulher não iria querer um herdeiro Travis? Além de rico, "alto e grande, cheio de músculos e exalando masculinidade, com olhos escuros e cabelo preto bem cortado". Ele foi noivo uma vez mas traído, e com um amigo. Mulheres... um desfile de beleza e pouco... significado. Ao menos até uma mulher aparecer com um bebê à tiracolo vestindo meias da Hello Kitty. Ela não tinha hora marcada, não foi liberada pela secretária dele, mas se aproveitou de um "hiato", como diria o Dane, para interpelar o Jack entre o final da reunião de negócios que ele atendia e a descida para o bar com os outros dois empresários, no 1800 Main.

O bebê, Luke, foi deixado pela irmã, Tara, na casa da mãe (Como pôde?!) Candy Varner, que a convocou para pegar/tirar da casa dela o quanto antes ou entregaria para o Conselho Tutelar. Se ela era capaz? Certamente! Esta senhora que não se porta de acordo com a idade, nunca soube ser mãe. Foi largada com as duas filhas pelo marido e, depois, sucessão de homens! O último padrasto delas quando criança, Roger, abusou da irmã mais nova - a mãe do Luke.
"Nós tínhamos que dormir com uma cadeira segurando a porta, para que ele não entrasse no nosso quarto..." - p.7
Caso tenha se perguntado quem é o Dane, ele é o namorado da Hannah há alguns anos, é ativista, vegano (cozinhava quando o telefone tocou...) e não quer que ela volte com uma criança. Ela terá que resolver o problema de Houston em Houston, nada de levá-lo para Austin. Eles moram juntos, não pensam em casamento.

Sim, um bebê. E um bilhete. Então, de repente, Hannah tem que largar tudo e ir resolver. É ela, com o sobrinho, no escritório do filho do milionário. É ela que tem que se virar com mamadeira, fraldas... Sem dormir, sem comer - a "dieta" a qual passa devido ao namorado vegano não a sustenta direito e... Ela não pode ficar com a mãe e não pode voltar para casa. Hotéis? Jack fala que há duas convenções ocorrendo e que será difícil para ela conseguir encontrar um... Ele providencia para ela e o Luke um quarto no hotel onde os empresários da reunião estão hospedados. Ela se assusta com o tamanho e como fará para pagá-lo. Jack que, mesmo afirmando não ter dormido com a irmã dela, aceitou fazer o tal teste de DNA, aparece à porta, vê seu estado e pergunta se ela se alimentou...
"- Eu deveria ter mandado você para o inferno - murmurei.  
- Eu sabia que você não faria isso.  -  Ele sorriu,  convencido.  
- Por quê?  
- Porque mulheres que estão dispostas a trapacear um pouquinho podem ser convencidas a trapacear um monte. - Jack riu quando fiz uma careta para ele. - Relaxe, Hannah. Dane não precisa ficas sabendo." - p.47
A trapaça?... Ovos de pato cozidos sobre leito de linguiça, bife angus ao ponto, batatas assadas com sour cream, bacon, queijo... E bolo de chocolate.
(Tentando imaginar qual a trapaça que o namorado dela não ficaria sabendo que você imaginou... rsrs)

Bom, o teste sequer é feito. Ela consegue falar com a irmã, que diz ter dito para a prima, Liza, que era do Travis apenas para que ela a deixasse em paz. Ele não é o pai. Mas não diz quem é. Hannah fica desconfiada após saber que a irmã está sendo assistida por um certo pregador... Tara ficará em uma clínica por três meses. Consequentemente, Hannah ficará três meses em Houston.

Voltemos aos Travis! Que família! Jack a ajuda... A irmã empresta o seu ap no edifício 1800 Main, já que ela está praticamente morando no do Hardy, alguns andares acima. Ela, em seu segundo dia com o sobrinho, já se declara! O que ela nunca faz a ninguém. Muitos traumas e histórias. 

Laços.
Calores...
Amparo.
Proteção.
Preocupação.
Sedução.
Carinho.
Amor.

Rimos, praguejamos, torcemos, adentramos a história! Apenas consegui parar a leitura quando terminei, já amanhecia. Essa série me é querida. Traz beleza, charme... Mas traz realidades, traumas vividos, aprendizados.

Convido a conhecer a família, e reafirmo: #queroumtravisparamim!


Um abraço,
Carolina.

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