O último dos canalhas


Autora: Loretta Chase
(Título original: The last hellion)
Editora: Arqueiro
Ano de publicação: 2015
Número de páginas: 304

“O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela.
Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça.
Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insensatos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais.
Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a derrota mais humilhante ao mesmo tempo  que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.”


Como eu já imaginava pelo livro lido anteriormente da autora, a história do casal conquistou amor e risos, mas jamais seria arrebatadora como a do querido Lorde Belzebu! Kkkkkk!

Sim, eles sempre assumiram serem canalhas, beberrões, farristas, cada dia uma (ou mais de uma!) mulher (nunca uma lady virgem pois dão dor de cabeça) diferente, não se importando nem um pouco em pagar por elas ou com o que quer que falem deles! Ainda, certamente, guardam para si seus “fantasmas”. Amigos desde o final da infância/adolescência, eles conversam através de murros, bebidas e apostas, mas têm apreciação um pelo outro. Ok, o mocinho deste insultou a esposa do outro, “atrapalhando” as suas núpcias mas... é como são/tratam as coisas: ROMPANTES!





Dain tinha sua história triste enterrada e, claro, seu amigo Vere Aylwin Mallory, duque de Ainswood, 34, também tem a sua. Mortes... Muitas mortes “seguidas”, umas abalando mais que outras, chegando a ele o título que jamais quis. Amava Charlie, bem como – apesar de não querer! Ora bolas!... – amou o filho dele, seu sobrinho, o Robin, 9 anos de idade, tão parecido com o pai que Vere evitava olhar! Os dois passaram pouco tempo juntos (por causa de uma atitude do menino* que o fez lembrar-se de si próprio, na mesma tenra idade, tida no enterro do Charlie, o que o fez leva-lo consigo em viagem), meses, mas...
Amou-o.

“A perda das pessoas amadas o fizera afastar as que permaneciam, que ele poderia ter amado. Dias antes, depois do pesadelo com o Robin, o duque percebera que sentia raiva do menino. Ele o traíra ao morrer – como Charlie. E Vere o trancara do lado de fora, junto com todos que fossem ligados a ele.”

Hum-hum! Tal amadurecimento de pensamento do duque não veio sozinho, em meio à esbórnia, por certo!

Lydia Greenville, repórter, 28, dona de uma cadela mastim (Susan), alta para uma senhorita da época, com os seus pouco menos de 1,80m, cabelos claros e olhos azuis – de mente muito ágil! “Lady Grendel”: o monstro de Beowulf **. Defende o que é certo, luta contra investidas das cafetinas contra jovens recém-chegadas de interiores... como Coralie Brees, a pior de Londres. Filha de ator, ela interpreta bem, faz imitações em reuniões... Utiliza disfarces, além de informantes, para descobrir as histórias que publica. A mãe e a irmã morreram, o pai a deixou sob a tutela indireta com o tio-avô e a esposa aos 13 e foi para as Américas – nunca mais deu notícias. Foi o serviçal do casal que a instruiu, ensinou. Trabalha na redação do periódico Argus.

Wow! Que mulher! E naquela época!... Escândalo!!.. Kkkkk!

Ah, sim, autora de “A rosa de Tebas”, aventuras de uma heroína, sem que o público soubesse (claro!), sob um pseudônimo. Considera uma baboseira sentimental, já tendo chamado de coisas piores, mas vendia o jornal! Uma... “novela ilustrada”. Rs

Sim, ela é destemida!... E os caminhos dos protagonistas se cruzam quando um cabriolé passou a toda! Vere salvou um transeunte do “atropelo” e correu atrás. O “desgoverno” do cabriolé devia-se a uma perseguição! Assim se conhecem: ele tentando “apartar” a briga entre Lydia e a cafetina... que foge enquanto o “circo é armado”. Primeiro embate é travado! Rsrs. Ah, o quase atropelado se tratava do irmão da Jess, o Bertie (Bertram) Trent. Forma-se uma “amizade”... Trent agradece cortesmente Mallory, oferece uma bebida... “Diverte” Vere.

Outros encontros e embates... Ele tenta... Ela tenta... mas o inevitável ocorre: ligação. Não estragarei a leitura indo além daqui, pois, novamente, o que interessa não é se ficarão juntos – sabemos o que ocorrerá! – mas o como se dará! Sim, risos, situações inusitadas... Um drama no final! Não, ele não possui um bastardo, mas tuteladas...

Convido a se divertir, torcer e sentir arrepios na espinha! ;)

Um abraço, Carolina.



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* “... Então seu rosto enrubesceu e os olhos chamejaram, e ele surpreendeu Vere, acertando-lhe uma cabeçada na barriga.

(...) o garoto não só continuou dando cabeçadas, como passou a soca-lo. (...) Mas Vere não era civilizado e o compreendia perfeitamente...”

** Beowulf: Poema que narra as aventuras do heroi homônimo, que viaja à corte do rei Hrothgar para o livrar da terrível predação do demônio Grendel, um verdadeiro símbolo do mal encarnado, que devora homens inteiros. 



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