O professor

Autora: Tatiana Amaral
Editora: Pandorga
Ano de publicação: 2015
Número de páginas: 420
“Charlotte Middleton é mimada e infantil. Uma garota rica, cheia de vontades e com um único objetivo de vida: ser uma grande escritora. Estudante prestes a se formar com honras em Letras e Literatura, ela se depara com um grande problema: O professor Alex.
E então seus sonhos são despedaçados quando Alex Frankli, seu professor e orientador, resolve reprová-la no seu último semestre. O motivo? Ela não sabia descrever os sentimentos corretos para seus personagens.
Ela só queria aprender. Ele só queria ensiná-la. Um jogo eletrizante onde Alex exerce a real função de professor e ensina a Charlotte a fórmula certa para cada sensação de prazer. Ele vai ensinar. Ela vai aprender.”

Combustão.

Como começar a falar sobre esse livro?!?…

Bom, ele estava quietinho, aguardando na estante dos tantos a ler… Comportado, asseguro, no lugar dele, sem dar bola, sem chamar atenção ou demonstrar ciúmes quando outro saía de lá e vinha ocupar minha cama durante a noite.

Sim, no lançamento do quarto volume da série um evento foi promovido em Salvador–Ba com a autora, pessoa tranquila e serena que conheci quando comprei o livro. E precisava mudar drasticamente o estilo dos livros lidos anteriormente. Momentos... peguei ele na estante.

Que experiência!!... Imagens vieram à mente. Tive que parar leitura algumas vezes, até que desisti! (Confesso ter enviado um trecho, através de foto, para uma "sombra do passado", muito presente em alguns dos trechos lidos. Abafa o caso! Kkkk!)

Identifiquei-me logo de início: uma pessoa que gosta de escrever, mas pensam ser hobbie… Uma pessoa que, aos 21 anos, ainda não tinha encontrado alguém com quem quisesse compartilhar algo especial.. Não tinha encontrado com quem – sim, ouvi piada na universidade. E daí?!... E, então, a autora envolve por completo em sua trama, com o irresistível Alex!
 

Charlotte sempre trabalhou para e sonhou ser uma grande escritora - uma aluna exemplar. Quando a formatura se aproxima e ela se depara com o grande empecilho que é o seu professor orientador Alex Frankli, que a reprovará em seu último semestre, alegando que ela domina a escrita, mas não sabe descrever os sentimentos das personagens... Ela admite não ter a experiência necessária e sempre se baseia no que os melhores amigos descrevem dos seus encontros. Ela não aceita ser reprovada, claro! Toda a sua vida acadêmica foi dedicada para que esse momento chegasse e, se for necessário “aprender” para colocar na sua escrita, o fará!

Ela pede para amigos levarem ela em uma boate, diz que sequer escolherá, apenas adquirirá a experiência necessária e Alex fica apreensivo, afinal, para a mulher é diferente...

“...Vai muito além do ato em si. Aliás, o ato não é grande coisa sem o antes e o depois. É aí que está a diferença.” – p.41

Ela quer que ele propicie a “experiência” pela qual acredita necessitar passar enquanto ele tenta fazê-la aceitar que há outras coisas que podem ser feitas que não tirar a virgindade dela... Chegam a um acordo para que ela consiga escrever melhor as personagens, para que ele não tenha que reprovar a melhor aluna da faculdade, para que ela não faça bobagens, dançando bêbada em bares e com qualquer um... 


Dúvidas... Receios... ENTREGA. Algo que falta hoje. O que torna um beijo realmente bom, inesquecível...? Entrega. Para mais, além da entrega, confiança. Fecho meus olhos e sinto. Sinto o arrepio, sinto o paladar... Sentir. Não apenas adrenalina. Alex e Charlotte tiram o fôlego do leitor não apenas pelas mãos e carícias, mas pelo salto que dão, independente da altura.

Não sei se conseguirei ler os outros agora... Necessário recobrar o fôlego.



Um abraço,
Carolina.

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