O grande Gatsby

Autor: F. Scott Fitzgerald
Título original: The great Gatsby
Editora: L&PM
Ano de publicação: 2013
Número de páginas: 204

"Esta obra busca ser um retrato dos loucos anos 20, nos quais o choque da 'nova' modernidade se refletia numa juventude impactada pela guerra e pela revolução industrial. O romance relata a história do enigmático Jay Gatsby, proprietário de uma luxuosa mansão na zona mais rica das praias de Long Island, onde ele promove suntuosas festas, frequentadas por escritores, produtores de cinema, stars, esportistas, gângsteres e garotas bonitas em busca de ascensão social. O mistério que paira sobre Gatsby, um homem elegante e indecifrável, e seu interesse pela bela Daisy Buchanan foram imortalizados no cinema..."



Assistir o filme (The Great Gatsby, 2013, com Leonardo DiCaprio e Carey Mulligan) me tocou e, saindo da sala do cinema, fui direto para a livraria comprar o livro! A obra cinematográfica foi até bem próxima ao livro, que sempre traz detalhes a mais, acrescenta informações. 

Nick... A festa do Gatsby para a qual recebe um convite: é o único a recebê-lo. Ninguém é convidado, apenas vai! (Opinião pessoal: mostra de educação do Nick. Ele não adentrou festas, apesar de vizinho e saber que qualquer um ia. Foi quando convidado.)

* Apesar de bem próximo, senti a falta de algumas aparições no filme... A exemplo do pai do Gatsby. *

O Nick é uma ótima pessoa. Gatsby não poderia ter acertado mais! Por mais que seu intuito inicial fosse o reencontro com o seu grande amor, a Daisy, ele acabou por acertar em uma grande amizade. Aos poucos, Jay abre a verdade para o Nick – o que é difícil, já que “mentira contada várias vezes torna-se verdade”. Assumir sua origem, bem como sua trajetória para chegar até ali... A saída de casa, andanças e encontros, vivências, herança contestada – restando as boas maneiras, porte, cultura... Conheceu Daisy após se alistar, pouco antes de partir para a guerra, em uma festa. Não fazia parte dos seus planos se apaixonar. Ainda mais que ela era rica...

Jay parte para a guerra, é promovido; Daisy aguarda, ele demora... Cartas. Na última dela, urgência; na resposta dele, pedido de espera. Daisy se casa: Tom - rico, ex-jogador pela universidade...

Ele regressa, é contratado pelo sr. Meyer Wolfsheim. Faz dinheiro. Vida real jamais divulgada! É agora! Jay Gatsby, rico, com festas de arromba frequentada por toda a elite e outros que não fazem parte dela, mas se juntam... Gente do cinema, famosos... Boatos. Jornais. Especulações... Mas tanto faz, inebriados pelas diversões e álcool. Grande parte dos frequentadores das suas festas sequer o conhece...




A mansão?... Localizada no lado oposto da baía onde Daisy mora. Ele vê à noite a luz no deck dela. Nunca a esquece/u. Sempre mantém a esperança de que ela apareça em uma das suas festas...

Daí o Jay convidar o Nick. Quer conhecê-lo. Precisa de um favor: ver Daisy. Quando o primo da amada aceita chamá-la para um chá, desculpa para o encontro, o milionário, desacostumado a favores sem segundas intenções, oferta trabalho em que o Nick ganhe mais que o atual dele, que recusa: não há a necessidade.

– Ele está acostumado a isso: as pessoas fazerem algo esperando o que ganharão em retorno. Triste, mas... –

No reencontro, emoções... Que levam a ida em uma das festas, não aprovada pela Daisy. Então, sem mais festas. Sem funcionários que possam falar demais... Mas o Jay não quer ter um caso com a amada, por mais que o marido dela o tenha. Quer que ela se separe para ficarem juntos, como deveria ter sido 4-5 anos antes. Situação leva a discussão quando há encontro dos três (o marido dela sendo o terceiro) e os amigos Nick e Baker.

Carros. Acidente. Morte da amante do Tom, Myrtle... Incidentes...

Nick Carraway é o único presente. Importa-se. Liga... Envia cartas...

“Ora, pelo amor de Deus, eles costumavam ir lá às centenas!...” p.197

Jornais... Encontro inesperado e mais da vida pregressa do amigo Gatsby.

“’Essa gente toda não presta – gritei através do gramado. – Você vale mais do que todos eles juntos.’ Foi muito bom ter dito isso. Foi o único elogio que jamais fiz a ele.” p.174

Nick não esquece/u e nem pode/ria.


Amizade. 

Crítica social e humanística... Emociona. Faz pensar. Trata de tanto!.. Um clássico universal. 



Um abraço,
Carolina.
 

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