A semente da verdade

Autora/Adaptadora: Patrícia Engel Secco
Editora: Fundação Educar DPaschoal
Ano de publicação: 2009
Número de páginas: 16


A semente da verdade: um conto folclórico oriental sobre ética e honestidade, recontado pela Patrícia Engel Secco e publicado pela Fundação Educar DPaschoal, já foi publicado anteriormente pela editora Melhoramentos e, também, com o nome de O pote vazio, recontado por Demi, publicado pela Martins Fontes em 2009, quando foi enviado pelo MEC para as escolas de Ensino Fundamental I.

Pode parecer bobagem para alguns atualmente (sim, já ouvi risadas). Muitos não se atêm a honestidade. Somos atualmente governados em meio a mentiras e falcatruas, convivemos diariamente com elas...  (Ando, inclusive, cansada!.. L ) As mentiras mais próximas por vezes se revelam, “batem à porta”... Pode parecer nada – pode falar muito. Por que tocar em tal assunto?... Vamos à história.

Reinos / Impérios são “passados” de pai para filho, certo? E se tal filho não tiver vindo? E se não existirem parentes próximos? Ocorreu com o imperador do país do Thai.

Thai?... Um menino amigo, responsável, amante das plantas e flores, de quem cuidava com carinho e dedicação.

 “Cada planta tocada por ele crescia viçosa, colorida e forte...” p.4

Voltemos ao imperador: tarefa e prazo para todas as crianças do seu império! Cultivar sementes; um ano.


“Durante esse período, observem o que aconteceu com a semente, com a planta. Deixem que elas lhes ensinem uma bela lição...” p.6


 Mas a alegria e dedicação do Thai não foram suficientes... Daí, após um ano, qual atitude tomar?.. O que dizer ao imperador? Terá ocorrido apenas com ele? Ele poderia ter feito mais? Melhor?... Em que errou? O menino entristeceu. E se tivesse mais tempo?... O avô conversou com ele.


“... ao contar a verdade ao imperador, dizendo que me esforcei ao máximo para fazer a semente brotar, estarei caminhando em direção à felicidade. A mentira deixaria no mínimo duas pessoas infelizes, o senhor e eu, porque saberíamos que menti!” p.10


Isso se perdeu! A noção de que dizer a verdade traz a felicidade de ter feito o correto. O limiar entre o que é correto e o que não é foi quebrado, mas as pessoas parecem desconhecer... Quando em um grupo, o/a estudante que quer fazer o correto é vexado, sofre piadas... Triste, mas já presenciei quem calasse, quem deixasse de estudar e fazer exercício devido ao bullying.

A vergonha do Thai ao ver as plantas trazidas pelas outras crianças não o impediu de falar da sua dedicação e amor que não frutificaram através da semente dada a ele um ano antes. E qual terá sido a sua recompensa?!?...


“Não se envergonhe, criança, você fez o que pôde. Aliás, estou muito surpreso em ter recebido aqui tão lindas plantas...” p.14


Não contarei o desfecho. Quem leu o conhece; quem não, convido a leitura que é rápida, são 16 páginas e com muitas belas ilustrações... Porém a reflexão pode se delongar.



Um abraço,
Carolina.


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