Um duque para chamar de meu

Autora: Tatiana Mareto 
Amores em Kent, 1 
Editora: Freya 
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- Para quem prefere ler no Kindle, há em e-book também. -

Peguei este por querer ler na ordem e a Freya está com outro livro da autora, desta série, em pré-venda. E, então, sou encantada pelas personagens!


"Sensibilidade é adequada a qualquer pessoa, Vossa Graça. Ela nos faz humanos." - Elizabeth
A sra. Collingworth está fugindo de Londres com os dois filhos, Peter e Patrick - fogem da escarlatina (infecção bacteriana). - Não leu errado: uma jovem mãe viúva e seus dois garotinhos conquistam a todos! Rs. - Mas eles estão cansados, a pé, com fome... As carruagens dos afortunados e nobres passam na estrada dos arredores de Kent naquele ano de 1891, igualmente fugindo da doença.

Lady Agatha os vê e faz sua bela carruagem parar. Ela é a filha de um falecido filantropo, ajuda com o legado do pai e jamais deixaria as crianças e a mãe como estavam na estrada! Pouco tempo depois de pararem em uma estalagem chega o irmão dela, o Aiden Trowsdale, duque de Shaftesbury, um dos títulos mais antigos da Inglaterra (e solteiro cobiçado! Rsrs). 

Sim, qual a diferença? Ele não ajuda, simplesmente, os três pela irmã ou memória do pai... Ele pega a doença, assim como a mãe das crianças, que foi quem reparou as marcas vermelhas nos corpos após acordar do desmaio provocado pelo cansaço e pela fome - e foi amparada por quem?!?... Após um belo "olhar 43", como cantaria o RPM.

"E pra você eu deixo apenas / Meu olhar 43 / Aquele assim, meio de lado / Já saindo, indo embora / Louco por você (pequena) / Que desperdício / (Tesão)"  
-> estrofe a qual me refiro <-

Olhos se encontram, "cabum"; ela acorda e... placas vermelhas, febre... Afasta-se, vê nele, que manda os servos levarem a irmã e as crianças para a propriedade da família para onde já se dirigiam, arranjarem comida e chamarem o médico: quarentena. Ulá-lá! Rs. Mesmo fracos... eletricidade! Pensamentos e a expressão daquele tempo declarada:

"Damas respeitáveis não se sentiam excitadas. Por sorte, ela não era uma dama, nem respeitável" - SQN!

Primeiramente, ela foi muito bem educada até o pai, burguês, perder tudo. Ela é estimável, não pensa em momento algum em tirar proveito por ele ter um título, apenas sente pelo ser humano que é. Ainda, como pode ver, a ideia que se tinha, e muitos ainda hoje a tem, de que a mulher não pode ou deve sentir... Absurdo, não? Contudo ela pode, sim, sentir-se excitada (independente de classe social) e é o que ocorre. Algo novo para ela!

Aiden também sente. Já sabemos o empecilho, obviamente. Porém a quarentena propicia algo mais que "alívio do corpo": intimidade. Um cuidar do outro, ambos fracos, que experiência! Ele nunca passou tanto tempo assim com uma mulher que não a irmã. Além desta, mulheres cumpriam o papel da safisfação momentânea mútua, em comum acordo, e, após o ato, cada um vai para o seu lado! Ele acorda com a Elizabeth ao seu lado - e gosta, mesmo que não tenham... ainda. Rs.

É uma parte muito gostosa de vivenciar. Intimidade real, que vai além dos fluidos corporais. "Conte-me uma história", "fale-me de você"... Compartilhar. Ele tem apenas um amigo de verdade, o Edward McFadden, conde de Cornwall. Este tem sua importância adiante, além de ser, ainda, parceiro comercial do duque.

Obviamente haverá briga de donzelas pelo título - oops! - pelo gato de olhos negros, o duque. Há loucura... Kkkk! E a irmã dele dá shows à parte, tramando com a ajuda do Edward, inclusive! Emoções! Kkk! Ao menos o que ela faz é pelo bem do irmão, para que ele enxergue e seja feliz. Já a reclusa duquesa-mãe...

Quero muito continuar! Rs. 
E indico.


Um abraço,
Carolina.

2 comentários

  1. Que máximo! Rs. Imagina a situação - doentes e juntos em "quarentena". Vi no Instagram que um livro da autora estava em pré-venda...

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    1. Kkk! Ainda mais ela sendo uma viúva plebeia e ele...! Rs. Sim, o livro 3, no site da editora.
      www.freyaeditora.com.br
      Se quiser desconto, há o cupom CAROLLIVROS5.

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