Quem é Ailton Krenak?

Ailton Alves Lacerda Krenak é mais conhecido como Ailton Krenak. Nascido em 1953, ele é um líder indígena, ambientalista, filósofo, pesquisador e escritor. É considerado uma das maiores lideranças do movimento indígena brasileiro, possuindo reconhecimento internacional.

Passou a infância às margens do Rio Doce com sua tribo, os Krenak. Aos dezessete anos de idade se mudou junto com a sua família para o estado do Paraná, onde se tornou produtor gráfico e jornalista.

Fundou a ONG Núcleo de Cultura Indígena em 1985 e participou da Assembleia Nacional que elaborou a Constituição Brasileira de 1988 no ano anterior (1987) quando, durante o seu discurso, pintou o rosto com a tinta do jenipapo, em protesto ao retrocesso na luta pelos direitos dos índios brasileiros.

Ele ainda participou da Aliança dos Povos Indígenas e realiza o Festival de Dança e Cultura, que integra as tribos indígenas brasileiras, desde 1998.

Em 2000 protagonizou o documentário "Índios no Brasil", na TV Escola, onde aborda a Identidade, línguas, costumes, tradições, a colonização e o contato com o branco, a briga pela terra, a integração com a natureza e os direitos conquistados dos indígenas até fins do século XX. 

Participou ainda de diversas palestras, encontros, mobilizações e afins. Quando questionado quanto ao incidente de de 2015 (Mariana), ele sempre se indigna: 
"Watu, que é como nós chamamos aquele rio, é uma entidade; tem personalidade. Ele não é um ‘recurso’ [...] O rio está em coma. De certa maneira, essa prontidão que as pessoas estão vivendo na margem do rio agora deixa elas no mesmo estado simbólico de coma em que o corpo do rio está. Eu vejo isso como uma coisa tão assustadora, que tenho dificuldade de falar no Watu sem me revoltar".
A Universidade Federal de Juiz de Fora concedeu a ele o título de Professor Doutor Honoris Causa e ele é professor da especialização de "Cultura e História dos Povos Indígenas" e "Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais".

Ailton Krenak participou da série disponível na Netflix, "Guerras do Brasil", em 2018, que relata com detalhes a formação do Brasil ao longo de séculos de conflito armado, começando com os primeiros conquistadores até a violência na atualidade. (O 1° episódio dura 26'42".)

Recebeu em 2020 o Prêmio Juca Pato de Intelectual do ano, entregue pela União Brasileira de Escritores.

Títulos publicados
Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019.
O amanhã não está à venda. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.
Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2021. 
Ailton Krenak (Encontros). Organização de Sergio Cohn. Rio de Janeiro: Azougue, 2015.
O lugar onde a terra descansa. Núcleo de Cultura Indígena, 2000. 
. . .
"Repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: 'Quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro.' "

Quando li Krenak não pude concordar mais. Ele vai além de estudos e títulos e... Ele realmente olha ao redor, reflete e nos faz refletir, conversa com a Terra, com os seres vivos... Queria que quem está no poder pudesse refletir também mas, daí, seria necessário consciência. (Xi, peguei pesado?!?...)

Mals aí! 
Mas precisamos parar de matar.
Necessitamos cultivar - sentimentos inclusos.


Um abraço,
Carolina.

2 comentários

  1. Dedicação! Merecia ser mais ouvido, creio.
    Lerei o que ele publicou neste ano que mencionou.

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    1. Pois! Concordo! Rs.
      Também estou louca para ler Ideias para adiar o fim do mundo! ♡

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