A cura mortal

Autor: James Dashner
(Maze Runner, 3)
Editora: V&R
(Hoje Plataforma 21)
Publicado em: 2012
No. de páginas: 364


"Mapeamento da Zona de Conflito Letal", uma espécie de "teste final" aplicado individualmente nos integrantes do grupo do Thomas, que acorda sozinho em um quarto branco onde fica por semanas, isolado. CRUEL. Deveria aceitar suas memórias de volta? Você aceitaria?... Thomas, Newt e Minho dispensam, afinal pode ser outro truque! Mas os demais aceitam passar pelo processo: Teresa, Caçarola... os outros estão acomodados em leitos com máscaras. 

O trio que recusou é levado para uma outra sala e consegue fugir no dia seguinte com a ajuda da Brenda. Procuram os remanescentes (afinal, eram dois grupos que passaram por clareiras - Correr ou morrer -, que tomaram conhecimento um do outro apenas na segunda parte - Prova de fogo - quando se conheceram) mas não encontram: sumiram.

Uma cidade está, teoricamente, segura quanto ao FULGOR e eles partem para lá, para Denver. Um parêntese: o "cara-de-rato", homem do CRUEL que "faz anúncios" desde o livro anterior, disse quais das pessoas do grupo eram imunes ou não ao vírus e o Newt não está dentre os "privilegiados", o que me entristeceu... Em dado momento ele dá um bilhete para o Thomas que só deve ser lido quando... for a hora. Eles precisam se separar e ao se reencontrarem, Newt diz pertencer ao grupo dos cranks... Quando o bilhete é lido... Nossa!

Gally, que pensavam morto quando saíram do labirinto, retorna à trama e está agora na Mão Esquerda - esse spoiler não darei! Rsrs... Fugas, muitas lutas... Minho, Brenda, Jorge e Thomas passam por muito! Deve ser desconcertante se ver em toda essa situação, sem entender exatamente o porquê de ser exigido deles tanta provação e até "tortura". Não sei se o meu psicológico ficaria bem... A Ava Paige, que estava disposta a um "último sacrifício" decide abortar, deixando um mapa e instruções com o Thomas.

Poucos sobrevivem. Em um memorando final do CRUEL, datado 232.4.10, 12h45, a chanceler admite o fracasso do projeto. Intitulado "RECOMEÇO", a possibilidade viável desde o início ao meu ver mas que exigiria dos não imunes... Os clarões solares não foram os responsáveis primeiros, diretos - está lá, no memorando... E também pararei aqui para calar os "enormes spoilers" que seguiriam. 

Uma característica infelizmente recorrente é a falta do humano na humanidade. A desculpa do zelo, de tentativa de cuidado e preservação para a prática de atrocidades em prol de algo maior, da aniquilação. Lembrando uma cena do filme dA quinta onda, quando o Ben diz que não acabaríamos com toda uma espécie... ao que o Vosch responde que temos feito isso há séculos! - E temos. Quantos animais não foram extintos?!?... Ou, ainda, Thanos: eliminar 50% da população para que o planeta Terra sobreviva... O que não faltam são exemplos na "ficção"... (?)
      
     
Teorias... Conspirações... Laboratórios...

Labirintos podem ser belos em jardins dos livros dos romances de época, onde são usados apenas para nos perdermos entre plantas, encontrarmos uma escultura, ou chafariz, ou namoradeira ao centro e termos encontros amorosos - não são bons assim? Rs. Nada de verdugos! Mas aqui é uma distopia, então... Tomara que você seja um "privilegiado"!


Um abraço,
Carolina. 

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