Além do oceano

Autora: Keira Andrews
Editora: Cherish Books Br
Publicado em 28.06.2019
No. de páginas: 347
Há cenas de sexo

"Dois caras heteros. Uma ilha deserta."


Terminei a leitura ainda no dia primeiro de julho e... Que livro! Torci tanto por eles!... Há o que, na minha opinião, tem que ter em todo casal: conexão. Química, ok! Mas sentimento.

- Sabem que sou romântica! -

Troy é membro de uma boyband, irmão mais velho do vocalista, o Tyson. Ele presencia algo que o faz terminar com a namorada (Savannah), garota de quem gosta, mas não ama, cantora de abertura dos shows da turnê que estão fazendo, e briga com o irmão, que está entregue não mais ao álcool e maconha, mas à cocaína e heroína - o que é a gota d'água para ele. (O pai deles morreu de overdose...) Então, ele resolve cumprir com a sua palavra: tinha dito que se continuasse... partiria. 

E foi o que fez. 

Rejeitou a ideia de pegar um avião comercial e fretou um para voltar para casa, abandonando a turnê.

Bom, o avião tem como piloto a Paula e como co-piloto o Brian Sinclair, que também é piloto mas resolveu sair dos voos comerciais e ficar como co-piloto nos pequenos aviões particulares. Há um porquê, claro, que lá adiante ele finalmente contará ao Troy.

Sim, um pesadelo ocorre: um acidente, chuva torrencial, vento inesperado... É uma aterrissagem difícil, quase impossível, mas a Paula consegue antes de ser atingida e morrer, ficando o Brian responsável pelo bem-estar do passageiro, tirá-lo do avião com vida...
Ilha deserta. Abrigo temporário... Bri com uma concussão leve, Troy preocupado. Aos poucos e em diversos momentos um cuida do outro: mordida de animal não identificado, queimadura por água viva... Mas, principalmente, o interior. Ao mesmo tempo, um respeita o silêncio do outro. Cada um fala o que consegue e no seu tempo. Um laço de confiança se estabelece. Ambos sentem-se confortáveis na presença um do outro. Pensamentos vem e são postos de lado: um dia de cada vez.

Quando finalmente eles dão vasão ao que se manifesta dentro de si não é algo forçado, foi construído e muito bonito. Começam pensando estar apenas ajudando, proporcionando alívio a um amigo, como ocorre na escola/colégio, internatos... Resolvem não rotular, afinal, sempre gostaram de garotas/mulheres, nunca tiveram relacionamento como o que estão tendo agora - seja com mulher ou homem - com tal envolvimento emocional. Resolvem não pensar, apenas sentir. 
Como não shippar?!?...

Terminam vivendo 48 dias em Areia Dourada. Sim, deram este nome à ilha. Coco cozido, fruta pão, mamão e peixe. Água da chuva além das garrafas que o Brian conseguiu pegar do avião quando saíram, antes dele se perder no oceano com a tempestade... Eles criam sua rotina, seu mundo, mas sempre usam o espelho sinalizador, por mais que o tempo tenha passado e seja difícil que buscas continuem.

Ty nunca desistiu de encontrar o irmão. A notícia da sua (provável) morte faz ele se internar em clínica de reabilitação... Com o resgate as coisas voltarão a ser como eram, não?!?... Não estragarei, não falarei.


O romance foi construído, bonito, não algo forçado como já tinha lido uma vez em e-book que sequer lembro o nome - Sorry! rs.

Conquista, enreda, aquece o coração! 
"Eu não quero Savannah, ou qualquer outra garota. Eu quero ele." Troy, para o Ty...
"... Por que me incomodaria? (...) Por que você precisa de um rótulo? Devemos ser capazes de sentir o que sentimos, sem fazer alguma declaração oficial. Você gosta desse cara e ele gosta de você. Fim. O resto do mundo pode se..." Ty para Troy.

Amei! Convido a esta viagem. Carregue seus itens pessoais.
Na ilha não há sabão, pasta de dente... rs.


Um abraço, 
Carolina.

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