Uma semana para se perder – Spindle Cove, 2.


Autora: Tessa Dare
(título original: A week to be wicked)
Editora: Gutenberg
Publicado em: 2015
No. de páginas: 288
Concluída a leitura, fechei e pousei ele delicadamente sobre o meu coração... então, suspirei.
“A bela e inteligente geóloga Minerva Highwood, uma das solteiras convictas de Spindle Cove, precisa ir à Escócia para apresentar uma grande descoberta em um importante simpósio. Mas para que isso aconteça, ela precisará encontrar alguém que a leve.
Colin Sandhurst Payne, o Lorde Payne, um libertino de primeira, quer estar em qualquer lugar menos em Spindle Cove. Minerva decide, então, que ele é a pessoa ideal para embarcar com ela em sua aventura. Mas como uma mulher solteira poderia viajar acompanhada por um homem sem reputação?
Esses parceiros improváveis têm uma semana para convencer suas famílias de que estão apaixonados, forjar uma fuga, correr de bandidos armados, sobreviver aos seus piores pesadelos e viajar 400 milhas sem se matar. Tudo isso dividindo uma pequena carruagem de dia e compartilhando uma cama menor ainda à noite.
Mas durante essa conturbada convivência, Colin revela um caráter muito mais profundo que seu exterior jovial, e Minerva prova que a concha em que vive esconde uma bela e brilhante alma. Talvez uma semana seja tempo suficiente para encontrarem um mundo de problemas. Ou, quem sabe, um amor eterno.”


A leitura me emocionou de diversas formas, enterneceu o coração, arrancou gargalhadas e suspiros, trouxe imagens... tantos sentimentos! Viajei junto à Min e Colin.

Que aparências enganam é de conhecimento geral. Porém, temos sempre que lembrar: nossos amigos (sim, tornaram-se amigos, e não precisou de uma semana, mas um dia!) não vivem agora, século XXI, mas em outro século! Temos que ajustar mentes para época em que mulheres não tinham voz, não expressavam vontades, desejos, conhecimentos... A mulher tinha que saber se portar na sociedade, cumprir com seus deveres junto à família, depois, marido, casa, filhos... Era para prover herdeiros – homens, preferencialmente, pois estes carregam o sobrenome da família, a continuidade da linhagem. Hoje isso é triste de se imaginar – na época, imagino, de viver (ao menos se você tem opinião própria e aspirações contrárias).

Minerva Rose Highwood, irmã da Diana e da Charlotte. Geóloga! Gente, imagine isso para aquele tempo: cientista! Rs. E, claro, o que desenvolve e publica se deve à assinatura: M. R. Highwood. Aprendeu a ler mais tarde que o normal porque não perceberam que ela precisaria de óculos mas, desde que aprendeu não os largou mais! De tanto ouvir, acredita ser sem atrativos e que permanecerá uma solteirona. Conforma-se.

Colin Sandhurst Payne, todos sabem, é um lindo e charmoso libertino, órfão desde os oito anos de idade, está no campo contra a vontade – quer retornar à Londres – não consegue dormir sozinho! Seu primo Bram administra sua herança até que complete a idade requerida para que ele próprio administre seus bens ou até que ele se case, o que ele não quer fazer. Recebe a inusitada visita da Minerva quando acompanhado mas esquece que há uma viúva por lá, em sua cama, enquanto fala com a M.

Quando se encontram pela primeira vez depois da proposta de fuga dela, no festejo pela vitória na guerra que ocorre na taverna da cidade, após Colin a tirar para dançar (o que ela não sabe fazer muito bem) e saírem para ar, ocorre outro diálogo... instigante.

‘ “Sinceramente? Quando eu olho para você...” Ele tocou a parte de baixo das costas dela. “Eu penso, comigo mesmo, algo do tipo: Só Deus sabe que provações surgirão na minha vida.” (...) “Você pediu sinceridade.” Ele riu, mas a manteve perto. (...) “Mas anime-se, Marissa. Alguns homens gostam de ser surpreendidos.” ’ – p.36

Ao mesmo tempo que não quer embarcar nos planos da Minerva, não consegue a deixar ir sozinha... E coitado de quem tentar encostar nela!! Não que ele tenha sentimentos, não percebe ou admite, ao menos até os dias de viagem. Ela é franca e verdadeira, ele confia e fala para ela coisas que nunca disse em voz alta... Ambos têm muito mais em si e duvidam frequentemente que o tenham, embora o enxerguem no outro. Há situações em que... Gargalhei alto, de noite, madrugada, delas! Ele tem uma imaginação extremamente fértil para suas estórias e, quando a M. embarca nelas, descobre nela o que não vê até aquele momento.

Colin é surpreendido diversas vezes...

Eles se enxergam. Preocupam-se um com o outro... Ele quebra algumas regras que sempre se impôs, mas mantém a promessa que faz para ela. Que viagem!

Sussurrando... vagarosamente... asseguro que esta viagem pode trazer muitos perigos... Inclusive o de se apaixonar! ;)


Um abraço,
Carolina.

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