A promessa do capitão

Autora: Stefany Nunes
Uma nova chance, 1.
Editora: Freya 
+
Esta foi a primeira vez que li algo da autora. O capitão, Thomas, e a Charlotte me conquistaram e formam um belo casal! Não falo de beleza física, embora um veja no outro beleza cativa. A beleza que me cativou foi a interior. 
"Thomas Jeff Baker não possuía título, nem terras, nem fortunas. Ele não era um cavalheiro de realeza ou um nobre. Não fazia ideia do que era frequentar os eventos da temporada ou ser considerado um bom partido (...)"
Quando o pai faleceu, Thomas se tornou o responsável pela mãe e irmão, dois anos mais novo. O pai foi um simples ferreiro e eles não tinham posses. Em dado momento, não viu outra opção que não se alistar para sustentar os seus. Sempre simples, não aspirava mais que prover a sua família e sabia da chance de não retornar... Ah, tinha sua amada de adolescência, que pediu que ele retornasse para ela.

Charlotte Hollth foi pedida em casamento em rompante pelo Oliver Ross, filho único de um barão da sua pequena cidade de Carlisle, quando convocado pelo exército. Ela tem uma vida humilde e com poucos recursos mas tem "sangue nobre". A mãe largou a vida de filha de marquês para casar com seu pai, um ferreiro. Tornou-se costureira, profissão que Charlotte segue após sua morte. Ela tem uma irmã mais velha, a Elizabeth, que trabalha muito não apenas pela necessidade, mas para não ter tempo para pensar. 
(Sinto outro livro e o quero ler!!!)

Suas vidas se encontram quando amizade é formada no campo de batalha. Oliver salvou a vida do Thomas e, enquanto este se recuperava, Oliver o visitou desesperado, dizendo estar seguindo para o campo e que, sentia, não retornaria. Pediu-lhe, então, que prometesse cuidar da Charlotte, não apenas financeiramente, mas casando-se com ela (já que ele a "deflorou" antes de partir).

Como você já deve ter imaginado, o casal se conhece com ele batendo na porta das Hollth anos depois, dizendo se chamar Thomas Baker e estar lá para se casar com ela! Rsrs. Preciso dizer que após a perda do pai e o tempo se virando com a irmã fizeram dela independente - ao menos até onde uma mulher poderia naquele tempo - e que ela ficou ultrajada com um estranho chegar falando tais palavras? Rs.

Já o Tom... a perda era, já, sua companheira. Sua noiva (que lhe escreveu cerca de um ano após sua partida informando que não esperaria por ele, tinha se apaixonado por outro com quem casaria), o amigo na batalha, a mãe enquanto estava lutando, o pé e tudo o que isso acarreta e, em recuperação, descobriu, ainda, o irmão... Não sabe mais quem é, a vida como conhecia antes inexiste, está, apenas, vivo. 

Um "absurdo"! Não se conhecem! - Embora tenham se correspondido sem que ela soubesse ser ele e não Oliver a segurar a pena. Ele sofreu tanto que a leveza de antes do alistamento foi "bombardeada", "amputada". Poderia voltar a ser, algum dia, feliz? O que ele tem, o que lhe restou, é sua honra. E quer cumprir com sua palavra! 

Charlotte ouve a irmã e resolve conversar com o Thomas. Ele não é o homem distante que aparenta. Ela o olha nos olhos, vê além. Percebe suas dores... Ambos são muito honestos e ele entende a importância, para ela, de ter escolha.

Conheça-os, como eles resolvem se conhecer.
Não costumamos dar tanta importância às pequenas coisas, as mais simples, até que nos sejam tiradas. Feridas. Dores. Molduras. Um abraço pode nos tirar de pesadelos, confortar a alma, criar laço.

Abrace-os! Aproveite e inclua a Liz! Louca para saber da história do amor da vida dela que teve que abdicar para cuidar da família!


Abraço,
Carolina.

Nenhum comentário