Abecê da liberdade

Autores: José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta 
Ilustrador: Edu Oliveira 
Editora: Alfaguara 
Publicado em 2015 
N° de páginas: 48 


Luiz Gonzaga Pinto da Gama, nasceu em Salvador, Bahia, no dia 21 de junho de 1830. Filho da Luiza Mahin, africana da Costa da Mina, ex-escrava. Luiz não nos diz o nome do pai, mas era branco, fidalgo, baiano, jogador (não esportista).

Não frequentou a escola por ser mulato, mas brincava e até os sete anos a vida foi boa. Sua melhor amiga, Getulina, era escrava. Uma vez, brincando, esqueceu da hora... Ficou marcada para sempre por isso.  :'(

As coisas estavam estranhas... Os pais conversavam bastante com o doutor Sabino e mandavam o Luiz dormir antes das reuniões que começaram a ter lugar na sua casa. Eles queriam a independência da Bahia, o que aconteceu por um período muito breve, após uma "pequena guerra", a Sabinada (06.11.1837).

A República Bahiense durou cerca de quatro meses, até que soldados do Rio de janeiro e da Bahia, mais de 4.000 homens, 16 navios com canhões, em 3 dias de batalha, com mais de mil mortos, prenderam o Dr. Sabino. Bahia foi retomada. Luiza Mahin teve que fugir... O pai do Luiz ficou com ele mas... sem a Luiza, a jogatina se tornou diária. Perdeu a casa, perdeu a hombridade...

Pararei por aqui. Bahia - Rio de Janeiro - São Paulo... Eu desconhecia a Lei de 1831 citada no livro. Outra lei não cumprida! O estudante de direito Antônio Rodrigues do Prado Jr., que o Luiz conheceu em pensionato esclareceu o motivo:
"Porque no Brasil as leis só valem quando não atrapalham a vida dos ricos."
(Triste realidade, ainda atual.)

"Descobri" esse livro devido ao trabalho. Precisei checar uma informação que me levou à ele. Uma grata surpresa, embora tenha detestado saber o pouco dito sobre o pai do Luiz. Entenderão ao ler. O vício  quando não se tem força de vontade impera, sobrepõe-se a toda e qualquer coisa. Praguejei alto - ainda bem que não li à noite! 

Ao final nos é informado que grande parte ocorreu de verdade, alguns detalhes foram acrescentados. Luiz, que acreditava ter seus motivos para não querer aprender a ler, mudou de ideia por causa de uma carta... Então, ele transforma as palavras em sua arma! Conhecimento é poder! 



Um abraço, 
Carolina.

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